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A prótese de silicone atrapalha a realização da mamografia?

A prótese de silicone atrapalha a realização da mamografia?

Por: - Cirurgião Plástico - CRM/SC 8130 RQE 2674
Publicado em 02/08/2019


Prótese de silicone e mamografia: será que ao realizar o exame preventivo para o câncer de mama, as mulheres que fizeram mamoplastia de aumento apresentam alguma restrição ou indicação complementar?

Por isso, é fundamental que essa dúvida bastante comum entre as mulheres com prótese de silicone seja esclarecida em todos os sentidos para evitar equívocos quando o assunto é prevenir o câncer de mama.

Leia o artigo na íntegra e se informe agora mesmo sobre o assunto. Lembre-se: realizar a mamografia da maneira correta pode salvar a sua vida.

Prótese de silicone e mamografia: qual a relação?

As mulheres com prótese mamária podem ter a sensibilidade mamográfica reduzida, o que pode interferir no diagnóstico final do câncer de mama.

Além disso, de acordo com a Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein, a prótese de silicone pode encobrir de 15 a 40% de um possível diagnóstico de alteração nas mamas. Isso acontece, em decorrência do posicionamento incorreto das mamas da paciente para a aplicação eficaz do exame.

No entanto, embora a prótese mamária possa bloquear a visualização adequada das sub-regiões mamárias, isso não indica diferenças no prognóstico oncológico entre mulheres que possuem implantes de silicone e mulheres sem o uso da prótese.

Então qual a melhor forma de emitir um diagnóstico correto sobre as mamas de mulheres com implantes de silicone?

A precisão do diagnóstico para mulheres com implantes mamários

Primeiramente, é importante orientar que as mulheres que usam prótese de silicone devem fazer a mamografia da mesma forma que as mulheres que não usam implante. No entanto, quando chegam para realizar o procedimento, é fundamental que relatem o uso de silicone para o técnico responsável pelo exame.

Assim, para melhorar a visualização do tecido mamário, o profissional utiliza a manobra de Eklund, que consiste em deslocar o implante para fora do campo da imagem que está sendo captada. Dessa forma, apenas o tecido da mama será radiografado. Além disso, a pressão do mamógrafo deve ser inferior àquela utilizada em mulheres sem implantes, evitando assim qualquer exposição das pacientes ao risco de ruptura do silicone.

Quando houver necessidade, a realização da ultrassonografia e ressonância magnética podem complementar o diagnóstico, se necessário, já que possibilitam a melhora da visualização.

A importância do acompanhamento médico regular

De qualquer forma, é muito importante que as mulheres com próteses mamárias consultem um mastologista periodicamente, além do cirurgião responsável pelo procedimento do implante de silicone. Isso possibilita o melhor acompanhamento dos implantes e verifica se há necessidade emergencial de realizar exames de rotina para a prevenção do câncer de mama.

É válido ainda relembrar que a mamografia é a melhor forma de prevenir o câncer de mama e toda mulher, a partir dos 35 anos, deve realizar o exame, independente de fazer ou não o uso de implante de silicone.

Que tal compartilhar esse artigo com mulheres que utilizam a prótese e ajudar a diminuir o índice do câncer de mama?

Material escrito por:
Cirurgião Plástico - CRM/SC 8130 RQE 2674

Formado em medicina pela UFSC e mestre em Cirurgia Plástica pela USP, o Dr. Evandro Parente dedica sua carreira para aliar o relacionamento de confiança com seus pacientes e a qualidade nos resultados. É membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, da qual foi presidente na regional Santa Catarina.