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Amamentar deixa os seios flácidos?

Amamentar deixa os seios flácidos?

Por: - Cirurgião Plástico - CRM/SC 8130 RQE 2674
Publicado em 29/01/2018 - Atualizado 08/02/2019


Uma das preocupações das mães é saber se amamentar deixa os seios flácidos. E é muito válida essa análise, visto que as mamas aumentam de tamanho devido ao volume de leite que elas produzem durante o período de aleitamento.

Na realidade, o ato de amamentar, em si, não causa, de forma direta, a flacidez nos seios. Muito pelo contrário. A amamentação traz inúmeros benefícios, tanto para a mãe quanto, principalmente, para o bebê. O ato de amamentar estimula o corpo da mulher a voltar à forma anterior à gravidez.

A partir desta estimulação, ocorre a produção do hormônio ocitocina, que auxilia na contração e retorno do útero ao seu tamanho normal, por exemplo. Além de tudo, a amamentação previne o câncer de mama, dentre outras doenças.

Fatores que deixam os seios flácidos

Fator Genético

A mulher que possui seios grandes, devido a fatores genéticos, tem maior probabilidade de, futuramente, apresentar seios flácidos. Ainda mais se a elasticidade da sua pele também contenha traços de flacidez genética. O ato de amamentar pode ser apenas um fator que irá adiantar o processo.

Volume maior dos seios durante a gravidez

É sabido que o volume das mamas aumenta de acordo com a gestação. Isso ocorre devido à produção de leite durante o período de aleitamento, que acaba esticando a pele dos seios. Após o término da amamentação, a pele naturalmente fica flácida, assim como acontece com a barriga, em uma condição conhecida como diástase.

Hábitos nocivos

Manter hábitos como os de fumar e ingerir bebidas alcoólicas, ocasionam, gradativamente, uma diminuição na circulação sanguínea. Isso faz com que o oxigênio não chegue até os tecidos, o que também ocasiona flacidez na pele.

Má alimentação

Todas as gestantes devem cuidar da sua alimentação. A ingestão de alimentos saudáveis e ricos em nutrientes como as vitaminas A e C, cobre, zinco e cálcio são elementos essenciais para evitar os seios flácidos. As futuras mães também devem evitar o consumo exagerado de açúcar, pois ele pode contribuir para o envelhecimento precoce da pele.

Exposição ao sol sem proteção

A exposição exagerada aos raios solares é bastante nociva para a saúde da pele. O sol provoca o envelhecimento precoce e a flacidez, inclusive das mamas. E na gravidez não é diferente, podendo, até, causar manchas indesejadas.

Quais são os tratamentos para os seios flácidos?

O melhor tratamento para os seios flácidos é a prevenção, que pode ocorrer das seguintes formas:

  • uso do sutiã ideal para o formato das mamas e que seja confortável;
  • alimentação equilibrada, mantendo-se o peso corporal ideal;
  • hidratação interna (ingestão de líquido) e externa da pele dos seios, dando preferência para produtos que contenham vitamina E, ureia, ácido retinoico e ácido glicólico;
  • uso do protetor solar, para evitar a degeneração da pele, que é uma das causas da flacidez;
  • escolher a posição correta para dormir, de preferência com a barriga para cima, para manter a sustentabilidade da pele das mamas;
  • praticar exercícios físicos que foquem na musculatura em volta dos seios.

Caso a paciente já esteja apresentando flacidez nos seios antes da gestação, são recomendadas intervenções cirúrgicas que corrigem o problema, mas que só podem ser realizadas após o término da amamentação:

Mamoplastia redutora

A mamoplastia redutora remove o excesso de gordura, o tecido glandular e a pele para atingir um tamanho de mama proporcional ao corpo. A técnica usada para diminuir as mamas é determinada por particularidades anatômicas, composição do seio e quantidade de redução desejada. O cirurgião avalia e indica a técnica mais adequada.

As cicatrizes são permanentes, mas melhoram significativamente ao longo do tempo. Na maioria dos casos, os resultados da mamoplastia redutora são imediatamente visíveis. Com o tempo, o inchaço diminui.

Lifting de mama (mastopexia)

Também chamado de mastopexia, o lifting de mama reposiciona a aréola e o tecido mamário, removendo a flacidez dos seios e comprimindo o tecido para compor o novo contorno da mama.

A cirurgia não altera significativamente o tamanho das mamas ou preenche a parte de cima delas, mas pode ser executada em complemento com a mamoplastia de aumento ou, ainda, com a mamoplastia redutora.

Tanto na mamoplastia quanto na mastopexia, o cirurgião plástico deve orientar as pacientes sobre as alterações citadas no início deste artigo, que ocorrem nos seios durante a gravidez e que podem alterar o resultado da cirurgia, quando ela é realizada antes da gestação.

Por isso, mulheres que planejam ter filhos devem estar cientes de que a pele da mama pode se tornar flácida novamente caso não aguardem a gravidez acontecer para promover mudanças na forma dos seios. Além disso, existe a possibilidade de haver dificuldades ao amamentar após o procedimento.

Material escrito por:
Cirurgião Plástico - CRM/SC 8130 RQE 2674

Formado em medicina pela UFSC e mestre em Cirurgia Plástica pela USP, o Dr. Evandro Parente dedica sua carreira para aliar o relacionamento de confiança com seus pacientes e a qualidade nos resultados. É membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, da qual foi presidente na regional Santa Catarina.