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Cirurgia de ginecomastia: saiba como é feita a redução da mama masculina

Cirurgia de ginecomastia: saiba como é feita a redução da mama masculina

Por: - Cirurgião Plástico - CRM/SC 8130 RQE 2674
Publicado em 09/07/2018


A cirurgia de ginecomastia é um recurso capaz de intervir no desenvolvimento anormal das mamas dos homens. Por atuar, também, diretamente na saúde psicológica dos pacientes, o procedimento é um dos mais realizados por eles.

É imprescindível que a cirurgia seja feita por um cirurgião plástico especializado. É importante estabelecer uma relação de confiança com o médico, que deve acompanhar o quadro detalhadamente. A ajuda psicológica também é fundamental para reparar possíveis traumas.

Quando a cirurgia de ginecomastia precisa ser feita?

Na maioria das vezes, a cirurgia de ginecomastia é indicada para os casos em que há desconforto, incômodo e o problema  impacta psicologicamente o homem.

Para poder realizar a cirurgia de ginecomastia, é preciso que todas as causas adjacentes sejam resolvidas anteriormente. São elas:

  • condições específicas de saúde;
  • sobrepeso;
  • uso de determinadas substâncias, como medicamentos, drogas, álcool e anabolizantes.

A cirurgia acontece por meio da retirada do tecido mamário excedente, sendo possível reparar completamente o aspecto da região torácica. Quando necessário, ainda opta-se pela lipoaspiração local, para a retirada de tecido adiposo.

Existem diversos tipos de incisão que podem ser feitos. A técnica utilizada varia conforme o grau de desenvolvimento da condição de cada caso. Na maioria das vezes, o corte é feito em formato de meia lua, direcionado para cima, na região do mamilo.

O resultado do procedimento torna-se mais visível em seis meses ou em até um ano após o procedimento, período em que a cicatrização está completa.

Embora seja muito raro, é possível que após a operação a ginecomastia volte a aparecer. Isso acontece em casos de pacientes que ganham muito peso após a realização do procedimento ou apresentam distúrbio hormonal ou metabólico não cuidado.

Causas da ginecomastia

A ginecomastia consiste no aumento do volume mamário no sexo masculino. É possível que apareça, inicialmente, por meio de um nódulo endurecido abaixo da aréola, que tende a crescer gradualmente.

A dor pode ser um forte incômodo e o desconforto relacionado ao toque também surge no início da formação da ginecomastia. Após cerca de um mês, a sensação de dor desaparece, mas a mama não deixa de crescer. É possível que haja uma estabilização e uma regressão espontânea em até 18 meses. Caso isso não ocorra, a intervenção cirúrgica torna-se necessária.

A ginecomastia pode aparecer devido a um componente glandular (glândula mamária); adiposo (gordura) ou por causa de ambas as situações.  As causas dessa doença podem ser fisiológicas, idiopáticas e patológicas. Na causa fisiológica, não há um fator causal, além das alterações do próprio organismo. Para a causa idiopática, não há um motivo totalmente conhecido, mas, geralmente, está associada às mudanças moleculares. No caso da ginecomastia patológica, são as doenças sistêmicas de base, o uso de medicamentos específicos e a existência de tumores ou drogas que levam a um desarranjo hormonal e a um consequente desenvolvimento anormal das mamas nos homens.

Preparação para a cirurgia de ginecomastia

O médico solicita ao paciente que realize alguns exames para avaliar suas condições de saúde. Os exames de sangue são feitos para verificar possíveis distúrbios de coagulação, assim como delimitar um quadro geral do caso.

A ultrassonografia das mamas também é indispensável para compreender o estado em que se encontram. No caso de pacientes mais idosos, a recomendação médica é de incluir um eletrocardiograma e uma radiografia torácica na relação dos exames, para checar as condições cardiopulmonares.

Antes da cirurgia, é preciso fazer jejum de oito horas e a depilação entre o pescoço e o umbigo, além das axilas. Os medicamentos que possam interferir na coagulação são dispensados pelo médico especialista.

Cuidados após a operação

A cirurgia é feita com o paciente sedado e com anestesia local, podendo durar até duas horas. Após o procedimento, a região do tórax pode estar sensível e dolorida. A alta é dada no mesmo dia e recomenda-se repouso nos primeiros dias. Os cuidados pós-cirúrgicos são muito importantes para evitar complicações:

  • recomenda-se a utilização de um colete elástico no período de 30 a 45 dias após a cirurgia, para aumentar a aderência da pele ao tórax;
  • é indicado o uso de antibióticos, analgésicos e anti-inflamatórios, dependendo de cada situação;
  • para os fumantes, a recomendação é de ficar 15 dias sem fumar, já que o cigarro interfere no processo de cicatrização;
  • o banho após a cirurgia pode acontecer um dia depois e somente nessa condição é permitida a retirada do colete;
  • a volta ao trabalho é liberada cinco dias após o procedimento ou duas semanas, em casos mais complicados;
  • o paciente pode voltar a dirigir somente 20 dias depois da realização do procedimento;
  • a volta às atividades físicas moderadas pode ocorrer um mês após a cirurgia. É preciso aguardar dois meses para voltar a praticar exercícios físicos mais intensos.

Material escrito por:
Cirurgião Plástico - CRM/SC 8130 RQE 2674

Formado em medicina pela UFSC e mestre em Cirurgia Plástica pela USP, o Dr. Evandro Parente dedica sua carreira para aliar o relacionamento de confiança com seus pacientes e a qualidade nos resultados. É membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, da qual foi presidente na regional Santa Catarina.