Blog

Conheça os tipos de prótese de silicone para as mamas

Conheça os tipos de prótese de silicone para as mamas

Por: - Cirurgião Plástico - CRM/SC 8130 RQE 2674
Publicado em 25/06/2018 - Atualizado 08/02/2019


Existem vários tipos de prótese de silicone. Para definir o tamanho e o formato certo para cada paciente, é necessário analisar seu tipo físico e conhecer suas expectativas e motivações.

Cada vez mais, mulheres que desejam aumentar as mamas buscam um resultado que seja o mais próximo possível do natural. Atualmente, a tendência não é, necessariamente, ter seios fartos e turbinados, com grandes próteses de silicone. O intuito primordial condizente com a beleza é buscar sempre manter a harmonia do corpo.

Alguns fatores precisam ser considerados na escolha correta da prótese ideal. São eles:

  • a altura e o perfil da paciente;
  • as medidas do tórax e quadril (se são largos ou estreitos);
  • o peso;
  • o tamanho e a forma das mamas originais.

Outro fator é a marca do implante de silicone, já que os tamanhos médios variam conforme o fabricante e nem todos seguem padrões rigorosos de qualidade. Por isso, uma dica é verificar se a prótese escolhida é aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), órgão brasileiro responsável pela aprovação dos implantes comercializados no país.

Não existe uma regra oficial que determine qual dos tipos de prótese de silicone deva ser usado. O importante é escolher mediante os fatores anteriormente citados. É possível fazer dezenas de combinações com cada tipo de formato. O cirurgião examina:

  • o tipo de pele;
  • verifica se existe cobertura suficiente para esconder o implante;
  • analisa condições de projeção das mamas e nádegas.

Outras características também indicam o uso correto da prótese com melhor diâmetro, projeção, tipo de cobertura e material. Toda a análise serve para que o implante se adeque não só às mamas, mas ao corpo, como um todo. Isso é o que gera a naturalidade do resultado.

Tipos de prótese de silicone quanto ao seu formato e perfil

Dentre os tipos de prótese de silicone, existem dois diferentes formatos:

  • redondo: que preenche a mama totalmente;
  • anatômico (em forma de gota): dá mais naturalidade (porque tem menos volume no polo superior da mama e não fica tão visível no decote, por exemplo). É indicado quando a paciente deseja que o aumento da forma e do contorno das mamas seja proporcional.

O perfil do implante é determinado pela altura que atinge, a partir de sua base. Essa medida é diretamente responsável pela projeção da mama para frente. Dentre as próteses de formato redondo, existem quatro perfis:

  • baixo: tem uma base mais larga e menos volume no polo superior, em relação a outros perfis, mas que ainda assim, deva ser maior que o da prótese anatômica. É indicado quando se deseja maior projeção do colo e menos para frente;
  • moderado: tem a base mais ou menos larga e volume médio no polo superior da mama. Indicado para preenchimento moderado do colo e pouca projeção para frente;
  • alto: possui uma base menor e projeta o polo superior da mama para frente, sem tanto preenchimento do colo;
  • super alto: possui uma base ainda menor e tem maior projeção. É recomendado quando se deseja preencher bem o colo e quando não se deseja que as mamas se projetem para as axilas.

A base da prótese merece atenção porque é o que determina o espaço entre uma mama e outra. Essa distância é calculada pelo cirurgião plástico, respeitando o perfil da paciente. O contorno lateral ideal das mamas deve ser realçado e discretamente projetado para a lateral do tórax, mas nunca extrapolando este limite.

Para um melhor preenchimento das laterais das mamas, a prótese pode ter base redonda ou oval. Essa escolha depende do corpo da mulher. Por isso, o exame clínico feito pelo médico é de fundamental importância, pois a particularização na escolha do tamanho, tipo, formato, projeção e diâmetro só pode ser feita em conjunto com a paciente. Cada pessoa tem seu biotipo, que deve ser respeitado.

Tipos de cirurgia com prótese de silicone

A cirurgia de implante de silicone nas mamas pode ser feita de algumas formas. A mamoplastia de aumento é realizada quando se deseja deixar o tamanho da mama maior, especialmente quando é demasiadamente pequena. Após amamentar, a perda do volume e a flacidez também podem requerer esse tipo de cirurgia. A prótese aumenta o volume, de acordo com a necessidade de cada mama. Pode ser colocada por cima do músculo ou abaixo dele.

É possível, também, fazer uma mamoplastia redutora, quando a mulher deseja diminuir o tamanho da mama, devido à desproporcionalidade em relação ao corpo ou pelas dores nas costas, causada pelo peso das mamas. Essa cirurgia geralmente vem acompanhada do implante da prótese de silicone, para melhores resultados.

A cirurgia de reconstrução das mamas também altera a forma, o tamanho e a aparência da região. Remove-se a parte da mama afetada pelo câncer de mama e modifica-se sua forma. É comum que o implante de silicone seja colocado logo após a amastia mamária, nos casos de câncer.

Quando trocar a prótese de silicone?

Atualmente, a validade média das próteses de silicone é de dez anos. Existem muitos casos em que o implante permanece intacto durante esse tempo, mas a recomendação é que seja trocado a cada década ou quando o médico considerar mais adequado, quando não houver complicações.

É possível, também, que a troca de implante seja solicitada pela pessoa. Isso pode ser em decorrência do desejo de alterar o tamanho ou devido a outra cirurgia na mama, na qual a remoção de pele torna-se necessária.

Entretanto, é necessário consultar anualmente o cirurgião plástico, para que ele possa analisar e examinar a saúde da mulher e o estado da prótese. O controle pode ser feito por exames de mamografia e ultrassom, que sinalizam bem o estado do implante. Após o período da validade, recomenda-se realizar a ressonância magnética, buscando evitar possíveis rupturas na prótese.

O autoexame da mama também é fundamental de ser feito pelas pacientes, já que identifica dores específicas e presença de nódulos e cistos. Flacidez, coceira, latejamento das mamas e inflamação das glândulas mamárias também requerem a ida imediata ao médico.

Prótese de silicone e o câncer de mama

A relação entre implantes de silicone e câncer de mama é considerada um mito pelos médicos. Não existem comprovações científicas de que a prótese desencadeia o câncer nas mamas. No entanto, a questão levantada pela medicina é que o implante dificulta a visualização da mama nos exames, principalmente na mamografia. Dessa forma, é possível que a paciente tenha de realizar o exame de ressonância magnética, para melhor orientação.

Mesmo assim, para quem possui a prótese, a mamografia é feita de maneira diferente. O exame necessita de mais imagens, por isso, são feitas oito radiografias, sendo quatro de cada mama. Serão quatro realizadas com a prótese e quatro realizadas com uma manobra chamada “manobra de Eklund”, desenvolvida para afastar a prótese para cima e para trás, sendo possível radiografar apenas o tecido mamário.

Existe um risco (mínimo) de que a prótese se rompa, por isso, é fundamental mencionar o uso do implante ao profissional, antes de iniciar a mamografia. Dessa forma, o cuidado será maior, pois o técnico aplicará menor compressão ao implante, aumentando a capacidade visual da mama e mantendo a segurança da paciente.

Material escrito por:
Cirurgião Plástico - CRM/SC 8130 RQE 2674

Formado em medicina pela UFSC e mestre em Cirurgia Plástica pela USP, o Dr. Evandro Parente dedica sua carreira para aliar o relacionamento de confiança com seus pacientes e a qualidade nos resultados. É membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, da qual foi presidente na regional Santa Catarina.

Falar pelo WhatsApp