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Quem pode fazer a cirurgia de redução de mama?

Quem pode fazer a cirurgia de redução de mama?

Por: - Cirurgião Plástico - CRM/SC 8130 RQE 2674
Publicado em 08/08/2017 - Atualizado 08/02/2019


A mamoplastia redutora remove o excesso de gordura, de tecido glandular e de pele para que as mamas adquiram um tamanho proporcional ao resto do corpo, aliviando o desconforto comum nesses casos. Mas quem pode fazer a cirurgia de redução de mama, especificamente?

Mamas excessivamente grandes podem causar problemas à saúde física e emocional. Um tecido mamário pesado geralmente prejudica vários aspectos da vida, pela dificuldade de realizar exercícios físicos, por exemplo, pelo constrangimento em relação ao próprio corpo e também pela dor constante.

Levando isso em conta, quem pode fazer a cirurgia de redução de mama são mulheres:

  • fisicamente saudáveis e não fumantes;
  • com expectativas realistas em relação aos resultados;
  • incomodadas com o tamanho de suas mamas;
  • cujas mamas limitem a realização de uma atividade física;
  • com dores nas costas, pescoço e ombros causadas pelo peso das mamas;
  • que apresentem depressão nos ombros, no lugar das alças do sutiã;
  • com irritações na pele abaixo do sulco da mama;
  • com mamas flácidas e pendentes e aréolas alargadas;
  • cujos mamilos fiquem abaixo do sulco da mama quando esta não está sustentada.

As candidatas à cirurgia devem relatar ao médico, além de outros aspectos relacionados à vida pessoal, a existência de histórico familiar de câncer na mama e resultados de mamografias ou biópsias realizadas anteriormente.

A mamoplastia redutora pode ser feita em qualquer idade, mas o ideal é que ocorra quando as mamas já estiverem totalmente desenvolvidas.

Quem pode fazer a cirurgia de redução de mama deve saber estas 3 coisas

  1. Quem pode fazer a cirurgia de redução de mama deve estar ciente dos riscos que o procedimento envolve. Cicatriz desfavorável, infecção, alterações na sensibilidade, contorno e forma irregulares, assimetria, necrose e trombose venosa profunda são alguns deles.
  1. Além disso, a mamoplastia redutora pode deixar a mulher incapaz de amamentar. Por esse motivo, é importante que pacientes que ainda pretendam engravidar reflitam conscientemente sobre a decisão de submeter-se à operação.
  1. Depois de realizada, a cirurgia pode interferir em alguns procedimentos diagnósticos e pode haver infecção em caso de colocação de piercing nas mamas.

Como é feita a mamoplastia redutora

A mamoplastia redutora é realizada através de incisões, pelas quais é feita a remoção do excesso de gordura, tecido glandular e pele. A técnica utilizada pelo cirurgião é determinada pelas particularidades anatômicas, composição das mamas, volume a ser reduzido e preferências pessoais da paciente. Em alguns casos, uma lipoaspiração pode ser feita em conjunto com a cirurgia.

Após o corte, o mamilo é reposicionado, a aréola é reduzida, quando necessário, e o tecido mamário é comprimido, levantado e modelado. As suturas são realizadas em camadas profundas para sustentar as mamas. As cicatrizes, na maioria das vezes, tendem a melhorar significativamente com o tempo.

Os resultados são imediatamente visíveis. Uma bandagem elástica ou sutiã especial são utilizados para minimizar o inchaço e sustentar os novos contornos mamários.

Mamas mais proporcionais podem melhorar a autoestima e eliminar as limitações físicas existentes anteriormente. No entanto, com o passar do tempo, os efeitos da cirurgia podem sofrer alterações devido ao envelhecimento, à gravidez, a oscilações de peso e a fatores hormonais.

Material escrito por:
Cirurgião Plástico - CRM/SC 8130 RQE 2674

Formado em medicina pela UFSC e mestre em Cirurgia Plástica pela USP, o Dr. Evandro Parente dedica sua carreira para aliar o relacionamento de confiança com seus pacientes e a qualidade nos resultados. É membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, da qual foi presidente na regional Santa Catarina.