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Você sabe qual cirurgia é um tratamento para gordura localizada?

Você sabe qual cirurgia é um tratamento para gordura localizada?

Por: - Cirurgião Plástico - CRM/SC 8130 RQE 2674
Publicado em 12/03/2019


Um tratamento para gordura localizada que utiliza a cirurgia é aquele que remove o excesso de tecido adiposo de um local específico do corpo, como barriga, braços ou coxas. A maior queixa dos pacientes quanto ao assunto é de que eles não conseguem eliminar essa gordura através da reeducação alimentar, dos exercícios físicos e dos tratamentos estéticos.

Hoje em dia, o procedimento mais utilizado para se chegar ao corpo desejado, sem gordura localizada, é a lipoaspiração. Com a função de esculpir o corpo, a lipoaspiração e a plástica do abdômen estão no topo da lista das cirurgias plásticas mais procuradas no Brasil.

Pesquisando sobre o assunto, é possível achar alguns nomes diferentes como:

  • lipoaspiração;
  • lipoescultura;
  • abdominoplastia.

Mas, afinal, qual a diferença entre eles?

Características de cada tratamento para gordura localizada

A lipoaspiração e a lipoescultura por exemplo, podem ter nomes muito parecidos, porém, são cirurgias plásticas com finalidades diferentes. Da mesma forma, a abdominoplastia também tem as suas peculiaridades. O cirurgião plástico irá definir, a partir da condição apresentada pelo paciente, qual será o procedimento mais indicado para sua situação específica.

Lipoaspiração

A lipoaspiração é indicada para quem deseja ajustar o contorno corporal, tirando o excesso de gordura de determinadas regiões. Como o próprio nome sugere, o processo aspira a gordura do corpo, eliminando-a.

A lipoaspiração apresenta melhores resultados em pacientes que têm gordura localizada. Mas é preciso muita atenção para a informação de que a lipoaspiração não emagrece! Na cirurgia, perde-se litros de gordura, que é diferente de quilos. Este procedimento é ideal para quem quer esculpir determinadas áreas do corpo.

Lipoaspiração com anestesia local

Assim como a lipoaspiração convencional, este procedimento consiste na retirada de gordura localizada através de cânulas com furos conectadas a um sistema de vácuo, que são introduzidas por microincisões. Porém, esta técnica é feita com aplicação de anestésico local, o que limita o procedimento a apenas uma área aspirada em cada sessão.

Pode-se tratar, em uma sessão, por exemplo, a região dos culotes, ou a região dos flancos (cintura), ou a região do abdômen superior e inferior, etc.. Após a sessão, o paciente pode retornar imediatamente à sua rotina, sem precisar de um período prolongado de afastamento, com pouca dor, devido à pequena área tratada, e sem sequelas anestésicas, já que a anestesia é local.

Lipoescultura

Na lipoescultura, é retirada a gordura localizada de determinadas regiões do corpo. Após, ela é enxertada em outras áreas que precisem de maior preenchimento de gordura. O caso mais comum é o aumento do bumbum. A lipoescultura se difere da lipoaspiração porque a gordura não é eliminada, e, sim, enxertada em outra região. Mas ambas têm a finalidade de ajustar o contorno corporal.

Abdominoplastia

Já a abdominoplastia é uma cirurgia plástica realizada para retirar o excesso de pele e proporcionar a recuperação da firmeza dos músculos da região abdominal, resultando em uma barriga mais lisa e tonificada. Esse procedimento também consegue remover as estrias localizadas na região inferior do abdômen. Isso porque, diferentemente da lipoaspiração e da lipoescultura, nesse caso, há a remoção de pele.

Em geral, a abdominoplastia é bastante requisitada por mulheres que tiveram múltiplas gestações. Também para pessoas que, geneticamente, possuem acúmulo de gordura na região da barriga. Ou, ainda, por pacientes que tiveram uma perda significativa de peso.

Material escrito por:
Cirurgião Plástico - CRM/SC 8130 RQE 2674

Formado em medicina pela UFSC e mestre em Cirurgia Plástica pela USP, o Dr. Evandro Parente dedica sua carreira para aliar o relacionamento de confiança com seus pacientes e a qualidade nos resultados. É membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, da qual foi presidente na regional Santa Catarina.